28 novembro 2008

UM POUCO DE TROPICALISMO PARA ESPANTAR O MARASMO



Ele representa o povo na história popular, uma lenda que precisa ser lembrada sempre.
Ele estreou na TV em 1957, no programa “Rancho Alegre”, no elenco os astros do riso Mazzaropi, que protagonizava o programa, Geni Prado e João Restiff. O programa “Rancho Alegre” havia estreado dois anos após a inauguração da TV Tupi, no dia 20 de setembro de 1950, no humorístico ele interpretava um xerife, numa paródia aos filmes americanos da época, seu carisma e talento foram percebidos pela direção da casa, que imediatamente criou um programa para ele no mesmo ano. Nascia então a “Discoteca do Chacrinha”, um programa irreverente e que logo de início conquistou os telespectadores, isso numa fase em que um aparelho de TV era artigo de luxo e somente as pessoas de famílias abastadas podiam comprar. Seu compromisso com a comunicação podia ser visto quando ainda era um jovem rapaz, morador de Surubim em Pernambuco, de família pobre, trabalhou de mascate, professor e até detetive, quando resolveu ir para o Rio de Janeiro em busca da realização dos sonhos, sem dinheiro no bolso, entrou no navio e se apresentou como pianista, uma farsa que só foi descoberta em alto mar, o que lhe permitiu chegar ao Rio sem maiores problemas. Na década de 40 começou a imprimir sua irreverência, quando foi apresentar um programa na Rádio Clube de Niterói, sua anarquia era notada no barulho que fazia com tampas de panelas, apito e gritarias no horário da madrugada, do outro lado o ouvinte aceso pela zorra, imaginava que uma equipe de locutores agitava o estúdio da Rádio, porém ali, no estúdio da chácara, que ele chamava de chacrinha, estava acompanhado apenas do operador de áudio. O apelido Chacrinha que virou codinome, vem daí.

UMA LUTA TREMENDA

"Sabem? Eu acho graça quando alguém fica, por aí, invejando a chamada “vida de artista”. O negócio é pra leão, meu irmão. Pra leão... Não é aquela “sopa” que se imagina. Nunca! A gente mal acorda e já está cuidando do que vai entrar no programa seguinte. A gente tem que movimentar equipe, mandar gente não sei aonde, inventar “bossas”, fundir a cuca, sem hora para comer, dormir ou repousar. O cara, na TV, vive à maneira de um motor, em velocidade máxima, sem “paradas” sem mais nada... Mas, o que se há de fazer? Quem está na chuva é para se molhar. E nadando no meio do oceano, o cara não tem tempo para pensar em pausa para meditação ou relaxar..."
Falando sobre a correria da vida artística na sua coluna. Publicada na Amiga. 1971

“O público é muito difícil de ser compreendido. As coisas foram acontecendo de um jeito ou de outro sem que eu percebesse. Eu procuro fazer as coisas que eu sinto que o povo gosta. Mas não deixo de usar alguma pesquisa.”
Revista Sétimo Céu. 1972


24 novembro 2008

JERRY ADRIANI, SUCESSO ALÉM DA JOVEM GUARDA





O nome de Jerry Adriani está firmado na história da música popular do Brasil há 44 anos, mas para muitos dos seus admiradores Jerry ainda é o mesmo do início da carreira. Os saudosistas do extinto programa Jovem Guarda, dão a Jerry o mesmo carinho e respeito dedicados ao líder Roberto Carlos
Jair Alves de Souza nasceu em 29 do janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo. Tornou-se artisticamente conhecido pelo nome de Jerry Adriani quando iniciou como cantor profissional em 1964, com o LP Italianíssimo. No mesmo ano gravou o LP Credi a me, os dois cantados em italiano.


O estouro veio quando Um grande amor, seu primeiro LP gravado em português, ganhou destaques nas rádios do Brasil inteiro. Na mesma época, apresentou o programa "Excelsior a Go Go" pela TV Excelsior de São Paulo em parceria com o comunicador Luiz Aguiar, faziam parte do cast da Exelsior nomes como Os Vips, Os Incríveis, Prini Lorez, Cidinha Campos e outros. O sucesso de Jerry entre as moças influenciou para que a TV Tupi o convidasse para comandar, entre 1967 e 68, o programa A Grande Parada, o jovem cantor apresentava o programa acompanhado por Neyde Aparecida (perucas Lady, tá?), Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marilia Pera. Tratava-se de um musical ao vivo que apresentava os grandes nomes da MPB, com o sucesso do programa veio a consagração definitiva como um dos cantores de maior popularidade.

O CANTOR FOI GALÃ NO CINEMA


No cinema fez três filmes como ator/cantor "Essa Gatinha a Minha" com Peri Ribeiro e Anik Malvil, "Jerry, A Grande Parada", e "Jerry em busca do tesouro" com Neyde Aparecida (perucas Lady, tá?) e os Pequenos Cantores da Guanabara. Jerry foi o responsável pela vinda de Raul Seixas para o Rio de Janeiro, de quem se tornou grande amigo ainda em Salvador. "Raulzito e os Panteras", como eram conhecidos, formavam a banda de apoio que tocou com Jerry durante 3 anos."Tudo que é bom dura pouco", "Tarde demais" e "Doce doce amor" foram algumas das músicas de Raul Seixas gravadas pelo artista. Raul Seixas foi produtor de Jerry Adriani, entre 1969 e 1971, período em que o roqueiro produziu e compôs sucessos para os artistas Diana, e José Roberto, ambos da mesma gravadora.
Na primeira metade da década de 70, Jerry Adriani, já um artista consagrado, expandiu seu talento musical para vários países. O cantor gravou discos e fez shows que tiveram grande sucesso em países como Venezuela, Peru, Estados Unidos, México, Canadá e outros.No inicio da década de 90, Jerry Adriani gravou seu 24° disco, que trazia de volta as origens do rock, Elvis Vive (um tributo ao rei do rock do qual sempre foi fã.
Em 1994 retoma sua carreira de ator quando aceita o convite do diretor Cecil Thire para participar da novela "74.5 Uma onda no ar", produzida pela TV Plus e exibida pela Rede Bandeirantes. A novela também foi exibida com grande sucesso em Portugal.
No final de 1995, Jerry fez sucesso com o lançamento da coleção Os maiores sucessos dos 30 anos da Jovem Guarda, pela gravadora Polygram, como convidado especial, onde foram lançados 5 Cds comemorativos ao movimento e relembrando grandes sucessos.Em 1996, lançou o CD "Io", com grande clássicos da música italiana, produção de Roberto Menescal, o disco teve uma grande aceitação no mercado.
Em 1997 participou das trilhas sonoras das novelas A Indomada (Engenho) e Zazá (Con te partiró), ambas da Rede Globo, letra de Aldir Blanc e música de Ricardo Feghalli, em Zazá internacional contou com a aprticipaçao da cantora Mafalda Minozzi.Lançou em 1999 o CD Forza Sempre, pela Indie Records, com músicas da Legião Urbana gravadas em italiano, disco que Jerry considera um marco na sua carreira, ultrapassando as 200.000 cópias em numero de vendagem. O disco foi produzido Carlos Trilha, o mesmo produtor de Renato Russo no Equilíbrio Distante, participaram também do trabalho, outros músicos que acompanhavam os shows da Legião Urbana, Fred Nascimento e Jean Fabra, autor de sete versões das músicas para o italiano. As outras três ficaram a cargo do cantor e compositor italiano Gabriele de L'utre. Do mesmo disco, a música Santa Luccia Luntana, interpretada por Jerry foi inserida na trilha sonora da novela Terra Nostra, sendo uma das mais executadas nas rádios brasileira. No ano de 2000/2001 Jerry Adriani gravou "Tudo Me Lembra Você", mesmo titulo da música de trabalho que também fez parte da trilha sonora de outra novela, dessa vez Roda da Vida, exibida pela Rede Record. Até hoje vem fazendo muitos shows pelo país

07 novembro 2008

CANTORES DE SUCESSOS QUE A POEIRA DO TEMPO ESTÁ APAGANDO

A NOSSA BOA E VELHA MÚSICA POPULAR

O título pode parecer ofensivo, mas a idéia não tem nada de ofensa, pelo contrário, é com intuito de reafirmar a trajetória desses ídolos da canção popular, que relaciono no mesmo texto, as trajetórias distintas, mas que guardam em comum, o megasucesso que já fizeram na história recente da música popular do Brasil. Hoje todo mundo conhece Zeca Pagodinho, Belo, Seu Jorge, Lenine, cantores que estão sempre na mídia divulgando seus trabalhos, mas amanha, será que alguém vai lembrar-se de Seu Jorge? Como se não bastasse o descaso dos historiadores e pesquisadores, o pouco espaço na mídia (abro aqui uma exceção para bradar sobre o sucesso que tem sido meu novo blog no site do jornal Extra http://extra.globo.com/blogs/musicapopular/ , e que o amigo blogueiro não pode deixar de ler e recomendar) os arremessa para mais distantes ainda do público. Cantores que já venderam milhões de discos, hoje vivem praticamente esquecidos por falta de interesse da grande mídia em informar ao público sobre o paradeiro de cada. Apesar dos shows que fazem pelo país inteiro, do carinho dos fãs, esses artistas, nem de longe, ocupam os espaços que por direito são seus.
Você se lembra do grande astro Roberto Muller, intérprete dos boleros da gravadora CBS? Se ainda lembra, tudo bem, pois saiba que muitos não conhecem e poucos sabem do prestígio que o cantor dispunha no mercado fonográfico brasileiro. Para alguns, Muller é apenas um cantor “brega” que se entregou de vez ao mau gosto.


ROBERTO MULLER


Para quem conhece Roberto Muller apenas como cantor de dor-de-cotovelo, se surpreenderá com o prestígio que o jovem cantante detinha por parte das gravadoras. Estrela da CBS nos anos 60, conhecido e admirado no meio artístico como o “Pingo de Ouro”, Roberto foi um dos maiores expoentes do bolero no Brasil. Othon Russo (nome importante do mundo fonográfico, autor de vários sucessos) escreveu na contracapa do LP “Perdoada”, de 1966, o que exemplifica bem o início da trajetória do cantor: “(...) Roberto Muller, rapaz sentimental, dono de uma estrela como poucos, soube ainda desta vez escolher, e bem, o repertório do seu disco. Somos rigorosos em nossos julgamentos _e por isso mesmo ouvimos com bastante atenção faixa por faixa deste disco. É todo bom para os apreciadores do “bolero”. Para aqueles que gostam e precisam espraiar suas mágoas amorosas através da música. Recomendamos a você, discófilo amigo, este “PERDOADA”.

WANDERLEY CARDOSO


Se você acha que sucesso é aquilo que o NX Zero faz com a meninada, você não sabe mesmo o que é fazer sucesso. Imagina um Brasil sem internet, telefone celular e pobreza total de satélites, há 40 anos. Imaginou? Pois bem, a fama do Wanderley Cardoso passou por cima de todas essas dificuldades e fez dele o mais famoso dentre os artistas da sua geração. Ator de cinema, teatro e televisão, o cantor Wanderley Cardoso, ao lado de Roberto Carlos, tem um dos nomes mais fortes do cenário musical dos anos 70. Sua trajetória é longa, se perde no meio da história da música popular brasileira. Nos tempos da Jovem Guarda, ficou conhecido como ‘o bom rapaz’, devido ao estrondoso sucesso que fez com a música “O Bom Rapaz”, de Geraldo Nunes, gravada em 1967. O disco já vendeu mais de cinco milhões de cópias e deu ao cantor, projeção de astro nacional e internacional. “O Bom Rapaz” foi gravada em italiano e espanhol.
Nasceu no bairro do Belenzinho, em São Paulo, no dia 10 de março de 1945. Ainda menino conseguiu seu primeiro sucesso em disco, com a gravação da música A Canção do Jornaleiro. Até ao presente momento gravou mais de 900 músicas e em toda a carreira já vendeu mais de 17 milhões de cópias dos seus 85 discos gravados. Contudo, hoje só é lembrado pela mídia (menor em qualidade) para contar seu dramático testemunho e cantar o sucesso O Bom Rapaz. Quer saber mais sobre o significado de fama? Pergunte ao Wanderley Cardoso, mas antes, não se esqueça de pesquisar um pouco sobre a longa história do cantor. Nada, é o que todas as gravadoras fizeram pelo astro. Uma caixa, contendo os melhores discos da carreira, seria no mínimo um carinho com Wanderley.

JOSÉ ROBERTO



Assim como Wanderley, em proporção infinitamente menor, José Roberto foi um galã cantor, que emplacou vários sucessos nas paradas. Hoje, pergunto: você ouviu o último sucesso do José Roberto? Nem eu. Sabe sobre seu último show? Nem eu.
José Roberto iniciou a carreira em 1967, ano em que saiu de Salvador, sua terra natal. Ano também, em que a jovem guarda ditava o sucesso musical no país. Com gravações pouco expressivas dessa época, somente no início da década de 70, é que o cantor ganha popularidade nacional com hit de 71, “Resolvi Não Te Deixar”, de Sérgio Reis (Vou confessar lhe quero bem / O meu amor ainda é seu / Se eu partir / Se eu não ficar / Então sou eu que vou chorar / Então sou eu que vou chorar...). Bem ao estilo jovem guarda, a gravação pode confundir alguns pela semelhança com a voz e o estilo de Jerry Adriani. Ainda em 71, José Roberto emplacou outro sucesso, uma composição do “rei” do iê-iê-iê, que agradaria ao público e reforçaria a sua popularidade, “Tenho Um Amor Melhor Que o Seu”, de Roberto Carlos, provava o efeito (estilo) e a força, que a jovem guarda manteria nos primeiros anos da década de 70. A letra da música mantinha o romantismo e os acordes característicos que havia marcado a última metade da década de 60. Todo amor que eu lhe dei / Você nem ligou / Todo bem que eu lhe fiz / Você se esqueceu / Você não vai ter alguém melhor do que eu / Mas eu já tenho um amor melhor que o seu...
José Roberto mora no Rio de Janeiro e continua cantando. Na sua carreira, gravou 27 discos e fez shows por todo o Brasil e em países da América Latina. Pergunte a Sony Music pelos discos do José Roberto, do tempo da CBS.
LINDOMAR CASTILHO



Em 1970, aos 31 anos de idade, Lindomar Castilho iniciou na gravadora RCA, uma das trajetórias mais brilhante jamais obtida dentre os cantores da música popular do seu tempo. Produzido por Osmar Navarro, o primeiro disco gravado na RCA Victor já entrou no mercado decidido a ser um dos mais vendidos do ano. A música Pureza, composição de Osmar Navarro, puxou as demais faixas do disco. No mesmo disco Lindomar incluiu a música Aleluia, de autoria própria e que marca sua estréia como compositor. Lindomar ao longo da década de 70, com o parceiro compositor Ronaldo Adriano, chegou ao topo das paradas com grandes sucessos de execução e vendagem, mas foi com o LP “Lindomar Castilho – Eu Vou Rifar Meu Coração”, de 1973, que Lindomar deu o maior salto da carreira, deixando de ser mais um cantor brasileiro para se tornar também, um dos grandes representantes da música brasileira no mercado internacional. Eu Vou Rifar Meu Coração (Lindomar Castilho e Letinho) é sem dúvidas, o maior hit do cantor naquele ano. No LP constam composições próprias, de Waldick Soriano (Vestida de Branco, tema do filme Paixão de Um Homem), Tony Damito (Felicidade Não Se Compra Com Dinheiro, em parceria com José W. Costa), Marcos Pitter (Coração Vagabundo), Pepe Ávila (O Lixo), Clayton (Eu Amo Sua Mãe, onde ele canta para a filha e não para a esposa) e outros.
A gravadora RCA proporcionou uma gravação do disco em espanhol com Lindomar Castilho, a partir da gravação, Lindomar faz sucesso em mais de 50 países, chegando a ponto de Eu Vou Rifar Meu Coração, receber somente no México, mais de 50 gravações entre 1973 e 74. Na semana em que foi lançado no México o compacto simples Voy a Rifar Mi Corazón, Lindomar vendeu 78 mil cópias, quantia invejável e difícil de ser superada até por grandes vultos da canção dos países latino-americanos. No Brasil não foi diferente, a música tocou além da conta e o disco consta dentre os mais vendidos no Brasil, principalmente no norte e nordeste, onde está concentrada a maior parte dos fãs de Lindomar. Em 1974, o LP Eu Canto O Que O Povo Quer, também ganhou versão em espanhol e mais uma vez foi sucesso absoluto de vendagem e execução, tanto no Brasil quanto no mercado latino dos Estados Unidos. O hit em destaque foi Você É Doida Demais*, em parceria com Ronaldo Adriano, que assina seis, das doze músicas inseridas no disco. Você É Doida Demais tão logo foi tocada nas rádios, agradou ao gosto popular e estourou nacionalmente nas paradas do rádio. Dada a popularidade de Lindomar no mercado latino, conquistada pelo sucesso do disco anterior, o LP Eres Loca de Verdad foi lançado nos Estados Unidos em meio à grande alvoroço nas esferas comerciais. Segundo a RCA, foi necessária uma importação de álbuns do México, para reposição imediata, em função do alto número de pedidos conseguidos em todo o território americano, muitas vezes maior que os LP’s que havia em estoque.

Como se não bastasse ser lembrado apenas pela terrível tragédia (eu me recuso a comentar sobre isso, pois ele já pagou o que devia a justiça), suas músicas caíram em desuso, dado ao esquecimento por parte do pessoal do rádio. Mas se o leitor pegar um ônibus para andar pelo interior do Brasil vai saber quem é Lindomar Castilho e o que ele faz de melhor. Pergunte ao seu pai, quem é Lindomar Castilho.

Leia uma crítica feita por Ronaldo Bôscoli sobre o LP O Incomparável Lindomar Castilho Vol. 2
Gravadora: RCA – 1979
“Estamos aí diante de outro grande fenômeno no universo da música brasileira. Este rapaz risinho _e não é pra menos_ é um dos maiores vendedores de discos do Brasil. Dá-se ao luxo de esgotar um “Incomparável n°1” e parte para o segundo, com as mesmas perspectivas de êxito. “Estou Perdendo a Cabeça Por Você”, “Ladrão de Amor”, “Mal-Amada” e coisas que tais. Para quem curte esse gênero de dor-de-cotovelo tipo brabeza, ele é um intérprete acima do razoável. Seu comportamento é coerente, e naturalmente o trabalho de cada disco que realiza é calcado em pesquisas anteriores. José Paulo Soares, Portinho e Pepe D’Ávila são os arranjadores deste LP".
Ronaldo Bôscoli

* Temos que reconhecer que a TV Globo deu uma grande força a Lindomar Castilho, quando inseriu na trilha sonora do programa Os Normais a música Você é Doida Demais.


NILTON CESAR



Em 1969 as rádios tocavam incessantemente a canção “Férias na Índia”, a música foi sucesso total, vendeu mais de 500 mil cópias e rendeu discos de ouro e outros prêmios. Seu intérprete, o mineiro Nilton César, que passou a ser da noite para o dia um dos maiores cantores do Brasil. Era comum para Nilton, fazer aparições semanais na tevê, cantando suas músicas ou participando como celebridade. A boa imagem de galã arrebatava os corações das fãs que se mantiveram em torno do artista durante a década de 70. O cantor consagrado pelo sucesso da música Férias na Índia passou pela década de 70 desfilando com músicas que o Brasil cantava junto. Em 1973, a música “Amor... Amor... Amor...” do LP (RCA) com o mesmo nome, fez muitos casais de namorados se casarem, para juntinhos ouvirem o LP do cantor com as músicas Felicidade, Topo Tudo, Te Quero Neste Entardecer, Esta É Primeira Vez, Quem Ama Sabe, Hoje Mais Que Ontem, Muito Eu Chorei e outras músicas.
Nilton César gravou seis LP’s em espanhol e atualmente faz muitos shows no exterior, se apresentando para brasileiros que moram em outros países. Quando a poeira da fama abaixou, Nilton construiu sua família e montou um negócio. É bem sucedido como empresário e mesmo viajando muito, divide com os dois filhos, a administração dos negócios.

Indignado, eu pergunto novamente ao leitor: por que que eu tenho que comprar as horríveis coletâneas, se Nilton Cesar gravou dezenas de lps? Nilton Cesar merece respeito como artista, afinal o Brasil foi sustentado pela música popular que esses artistas cantavam e vendiam muito. Falta um representante político competente, que não repita o que Gilberto Gil cometeu (não fez nada de relevante pela classe, até porque ele não precisa, pois é um dos maiores beneficiados com direitos autorais) que barre o descaso comum com a obra intelectual no Brasil. As gravadoras deveriam ser obrigadas a relançar com atenção, as obras dos artistas que mais venderam discos no Brasil, e Nilton César é um deles.

GILLIARD


Para não dizer que eu citei apenas artistas dos anos 60 e 70, vou incluir um nome conhecido nacionalmente, que ainda faz sucesso entre o povo que teve contato com sua obra no final de 79 e começo de 1980, seu nome é Gilliard e sua obra fala por si, mas como a obra não tem espaço para falar, eu falo por ela aqui no blog. Gilliard teve músicas incluídas em discos de trilhas sonoras de novelas da TV Globo (Plumas & Paetês, Água Viva, Pão Pão Beijo Beijo, Final Feliz, Partido Alto, Champagne e Cambalacho), acrescentando mais popularidade à carreira, e favorecendo apresentações em programas da emissora. Contudo, o carisma foi seu maior aliado na carreira, pois além de ser querido no Brasil, é amado em outros países como Argentina, Paraguai, Colômbia, Portugal e Milão. Tudo por conta da música Aquela Nuvem, que fez grande sucesso nos países citados. Devido ao sucesso que fez nos anos oitenta, Gilliard viu seu nome sendo homenageado pelos fãs que registraram seus filhos com o nome do ídolo nos cartórios brasileiros. Mas não é desse tipo de reconhecimento que um artista precisa, ele precisa de apoio e no mínimo, espaço para divulgar sua obra.

Gilliard tem um trabalho competente, esquecido na poeira dos anos 80, perdido entre as obras que merecem desprezo, produzidas no mesmo período. Quero comprar uma caixa de CDs do Gilliard, mas não ha no mercado, tal produto. Dai, todo mundo sabe o que eu vou fazer, sacou?

01 novembro 2008

A FILHA ROQUEIRA DE DIANA E ODAIR JOSÉ



A ESTRÉIA OFICIAL DE CLARICE IÓRIO

Ao leitores do blog, um convite especial para ouvir pela primeira vez a voz da cantora Clarice Iório que traz no DNA, simplesmente o talento artístico dos pais famosos Odair José e Diana. A cantora tem personalidade e prepara seu repertório a partir das influências do rock, pop rock e do rock melódico. Ouça Clarice cantando Bring Me To Life, sucesso do Evanescense no novo espaço dedicado à Música Popular do Brasil, o blog da MPC no link http://extra.globo.com/blogs/musicapopular/
Se o leitor ainda não está sabendo sobre o lançamento do novo BLOG assinado por mim, leia o post abaixo e corra para conhecer. Como sempre, vocês leitores são a razão de tudo.


Aproveite para deixar recados.

31 outubro 2008

JOSUÉ RIBEIRO, UM AMANTE DA MPC




Texto escrito pela repórter do jornal Extra Clarissa Monteagudo

Você sabe que a filha de Odair José e Diana é uma roqueira? Quer conhecer um pouco mais sobre os bastidores dos shows de Amado Batista? Sabe que o pai da supermodelo Fernanda Tavares é um cantor famoso em Natal? Pois, a partir de agora, o blog Música Popular do Brasil, escrito pelo pesquisador Josué Ribeiro, vai preencher um espaço muito especial no coração dos leitores do EXTRA ONLINE. http://extra.globo.com/blogs/musicapopular/

Ele vai escrever sobre o gênero musical mais amado pela população, mas muitas vezes esquecido pela crítica especializada, a Música que o Povo Canta (MPC). Lançado pelo EXTRA em setembro, o especial MPC resgatou histórias dos mais populares cantores do Brasil. E, ao ouvido dos fãs do estilo, ficou uma vontade de curtir mais... Josué foi um dos maiores entusiastas do especial. Em seus comentários, o pesquisador citou seu blog musicapopulardobrasil.blogspot.com. A equipe do EXTRA ONLINE conferiu o conteúdo e não perdeu tempo. Convidou Josué para fazer parte do time do site. Ele aceitou e nasceu o blog Música Popular do Brasil, o blog da MPC.

Cearense do sertão de Canindé, Josué começou a se interessar pela MPC em 1990, ao chegar ao Rio de Janeiro. Com uma bem-sucedida carreira nos meios teatrais do seu estado, ele veio atrás do sonho dourado do sucesso nos palcos, mas acabou atraído pela música. Fã do rock nacional, sentiu falta no Sudeste das canções de Odair José, Diana, Waldick Soriano, que nunca tinham saído das caixas de som das cidades nordestinas. Ele não entendia por que, nos meios ditos culturais do Rio, esses artistas tinham sido banidos. "Considero a obra de Odair José tão interessante e útil para o Brasil quanto de Caetano. Tanto que o próprio Caetano o chamou para dividir o palco em 1973 para cantarem "Eu vou tirar você desse lugar". Cafona, para mim, é o preço do pão francês. Esse rótulo, assim como o brega, é um adjetivo criado para designar obras de mau gosto. É desrespeito. Não concordo com isso", conta Josué, dono de uma invejável coleção de 2 mil discos, entre eles o primeiro compacto de Diana e o raro "O elegante", de Waldick Soriano. Josué está feliz com a nova empreitada. "Eu já fazia esse trabalho por respeito aos artistas. É um resgate. De um simples comentário no especial da MPC, surgiu a oportunidade. O que me deixa muito feliz é saber que o EXTRA abriu espaço para falar desse tipo de música. Foram anos em que a luz ficou apagada, ninguém sabia nada. As pessoas ouviam Odair, Waldick, mas os jornalistas ditos de grife não escreviam sobre eles", explica Josué, que não gosta do rótulo de justiceiro da música popular. "Eles não precisam de defensores, a obra fala por si. Não sou justiceiro, eu só escavo lá no fundo", define o moço, que a partir de hoje expõe sua coleção de pedras preciosas - e raras - no site do EXTRA.

20 outubro 2008

CARLOS IMPERIAL GANHA BIOGRAFIA


O GORDO QUE PINTOU, BORDOU E PRINCIPALMENTE MOLDOU A MÚSICA POPULAR DO BRASIL

Sinceramente, fica até chato escrever sobre Carlos Imperial e o que ele fez , pois o cara fez tanto na música popular que não sei nem por onde começar, por isso recomendo ao leitor comprar urgentemente a biografia "10! Nota 10! Eu Sou Carlos Imperial", escrita por Denilson Monteiro, historiador que pesquisou a vida e a obra do homem que dentre o mundaréu de artistas que ajudou a revelar, está ninguém menos que Roberto Carlos.

"SEM LIBERDADE PARA ESPINAFRAR, NENHUM ELOGIO É VÁLIDO"

Ele tem fatos marcados na vida de muita gente ligada ao mundo da música, e da arte em geral. Clara Nunes, Tim Maia, Fábio (que agora assina Fábio Stela), Erasmo Carlos, Ronnie Von, Wilson Simonal e por aí vai. Foi tudo e mais um pouco, escritor, jornalista, ator, apresentador, produtor, compositor, vereador, colunista da revista AMIGA, e criador nato.

Nasceu no dia 24 de novembro de 1935, em Cocheiro de Itapemirim, no Espirito Santo, mesma cidade em que nasceu Roberto Carlos. Atuou no Rio e em São Paulo lançando músicas e artistas, mas morreu ainda jovem em 4 de novembro de 1992. Deixou uma obra considerável, perpetuada em discos, filmes e em músicas como "A Praça" (abertura do humorístico A Praça É Nossa). Dirigiu 8 filmes e atuou em mais de 40. O cara era "o cara".

03 outubro 2008

APLAUSOS PARA WILSON SIMONAL.

DOCUMENTÁRIO RESGATA A DIGNIDADE E O SUINGE DO MAIOR SHOWMAN QUE O BRASIL JÁ TEVE.



86 minutos são suficientes para consertar um erro na história da vida de um homem?
Para mim, que nunca acreditei nas matérias que li sobre o fabuloso Simonal (no que diz respeito a ele ter sido “dedo duro”), não mudaria quase nada, mas para Wilson Simonal são importantes e decisivos para que lhe seja dado o lugar merecido na história da música popular do Brasil. Para que a nova e as futuras gerações conheçam o cantor, o homem e o espetáculo que foi Wilson Simonal.

Em “SIMONAL – Ninguém sabe o duro que dei”, documentário de Claudio Manuel (leia-se Casseta e Planeta), Micael Langer e Calvito Leal, exibido na última quarta-feira (01/10), no Cine Odeon _ dentro da programação do Festival do Rio_ levou o telespectador as lágrimas com a trama armada para destruir “o homem alegria”. Com uma trajetória de causar inveja, uma performance artística superior e uma simpatia fora do comum, Simonal assistiu dopado pelo esquecimento dos colegas, sua queda dos píncaros da glória para o calabouço da injustiça. Com feitos extraordinários na carreira ainda nos anos 60, Simonal foi aplaudido aqui e fora do país. Dividiu o palco com a diva Sarah Voughan, estrelou campanhas publicitárias, entrou em campo com Pelé, conquistou mulheres lindas, carros impactantes e deixou dois troféus para exibir no futuro: seus filhos Max e Simoninha.

O leitor pode imaginar um regente diante de um coral com mais de 30 mil vozes? E mais, assistir boquiaberto o coral fazendo tudo que seu mestre manda? Foi o que aconteceu no Festival da Canção Popular, quando Simonal foi convidado para fazer uma apresentação exclusiva. Em certo momento ele brincava falando para os 15 mil da direita e para os outros 15 mil da sua esquerda. Esta cena está registrada no documentário em imagens espetacular, arquivos que ajudam no resgate da trajetória do ídolo. Depoimentos de Castrinho, Tony Tornado, Chico Anísio e Miele, ajudam na reconstrução de passagens da vida de Wilson Simonal, sem falar nos depoimentos emocionantes dos dois filhos e da última esposa. O leitor que gosta de música, que tem interesse na história recente do país, não pode deixar de assistir ao filme.
Até quando vamos ter que escavar os porões obscuros que cerceiam a história da música?

INTÉRPRETE SINGULAR, SIMONAL DEIXOU UMA OBRA RICA E AUTÊNTICA.

Quem deseja conhecer a obra do artista, ainda tem que recorrer aos valiosos LPs de vinil, ou então arriscar encontrar alguma gravação em cd, mas se for exigente, prefira aos vinis, pois em certos momentos o ouvinte sente o suingue e ver a cor da musicalidade de Wilson Simonal. Darlene Glória, uma grande atriz brasileira, em 1974, arrasada pelas drogas, abandonou a carreira no auge, menos de um ano após conquistar o Urso de Prata em Berlim por sua atuação no clássico Toda Nudez Será Castigada. 30 anos depois, a atriz teve sua história contada no curta Ninguém Suporta a Glória. A menção ao nome da atriz é para usar o título que cai perfeitamente sobre a vida de Wilson Simonal, pois foi a glória do cantor que feriu a tolerância dos militares e dos invejosos de plantão. Porém, a obra de Wilson está viva e ao alcance de quem quer provar da melhor qualidade musical que o Brasil produziu nos anos 60.
Vol.1 - 1967


Vol. 2 - 1968


Vol. 3 - 1969



1973


fotos: acervo pessoal do editor.

Relembre a estreia de Ricardo Braga e a opiniäo de Roberto Carlos em 28/05/1978

A estreia da cantora Katia em 1978 cantando Tão So

Mate a saudade de Nara Leao cantando Além do Horizonte em 1978

1 em cada 5 Brasileiro preferia o THE FEVERS 26/11/1978

Elizangela canta Pertinho de Você no Fantástico em 1978

Glória Pires e Lauro Corona cantam Joao e Maria

CLA BRASIL E MARINÊS

DOCUMENTÁRIO SOBRE EVALDO BRAGA / 3 PARTES - ASSISTA NA ÍNTEGRA

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