17 agosto 2007

ATENÇÃO FÃS E MEMBROS DE FÃ-CLUBES DE ARTISTAS DA MÚSICA POPULAR


NECESSITO COM URGÊNCIA DE DADOS BIOGRÁFICOS E DISCOGRAFIA COMPLETA DOS SEGUINTES ARTISTAS:

Claudia Barroso
Genival Santos
Cassiano Costa
Tony Damito
Fredson
Amilton Lelo
Cleide Regina
Hermes de Aquino
Ângelo Máximo
Nalva Aguiar
José Ribeiro
Márcio França
Abílio Farias
Walter Basso
Evaldo Freire
Gilberto Lemos
Balthazar
Orlando Dias
Roberto Muller
Ricardo Braga
Alípio Martins
Maurício Reis
Ivan Peter
Messias Holanda
Marinês
Clemilda

São artistas importantes da música popular do Brasil, atuantes nos anos 70 e 70. Estou finalizando uma pesquisa iniciada em 2001 que será publicada em livro. Apesar de possuir um vasto material nos meus arquivos, não disponho da discografia completa de todos. Já estão prontas mais de 60 biografias de cantores do período citado. Conto com a colaboração dos amigos do blog para que o trabalho seja profundo e rico, para isso preciso dos dados acompanhados de fontes e datas. Certamente divulgarei a fonte colaboradora. O livro deve ser publicado até julho de 2008, daí o motivo da minha pressa. Escrevam para o e-mail josue.r.r@gmail.com e envie o material. Se preferir mandar para meu endereço, avise-me por e-mail. Também estou recebendo fotos de fãs ao lado de artistas populares conhecidos nacionalmente. As fotos precisam ter boa e alta resolução, podem ser dos anos 70 e no máximo até 1989. fotos acompanhadas de datas e nome completo do admirador. Pode ser preto e branco ou colorida. Quem sabe você não possui fotos guardadas em gavetas, tiradas em shows, aeroportos e bares com o seu ídolo?. Se você dispõe de discos (LP’s e compactos) de artistas populares e pretende se desfazer dos mesmos, recebo afetuosamente. É só comunicar-me para tratarmos do envio. Muito agradecido pela compreensão dos leitores amigos. Josué Ribeiro


UM ANÚNCIO QUE VENDIA ENTRETENIMENTO E PIONEIRISMO

ANÚNCIO FAMOSO, CONSTANTEMENTE PUBLICADO NAS PÁGINAS DAS MELHORES REVISTAS DAS DÉCADAS DE 60 E 70. TV TUPI PARA SEMPRE.

ISABELA GARCIA. FAZENDO ARTE DESDE CRIANÇA


PUBLICIDADE E SEUS ARTISTAS QUE VALEM OURO.
Aqui está um pouco de nostalgia para os mais velhos e um choque de novidade para quem conhece a menininha da foto somente pelas tramas global. Isabela Garcia trabalhando na frente das câmeras desde a mais tenra idade. Sempre carismática e apaixonante e, muito profissional certamente.
A foto do comercial da Bauducco é de 1976, eterna a partir de agora.
A capa da revista Amiga, mostra em destaque a personagem da pequena órfã vivida pela atriz na novela Água Viva, de Gilberto Braga, em 1980.

CLAÚDIA BARROSO E SEU TALENTO



QUEM VIU NA ÉPOCA SE DEU BEM, MAS PARA QUEM NÃO CONHECE O TALENTO E A CONTRIBUIÇÃO DA CANTORA CLÁUDIA BARROSO PARA A RICA E INESQUECÍVEL DÉCADA DE 70, AÍ VAI UNS ARQUIVOS PARA QUE FIQUEM SABENDO UM POUCO DA GRANDE (DIGO NO TALENTO) CLAÚDIA BARROSO.

Na foto preto e branco ela está no programa Balança Mas Não Cai, numa participação especial para o quadro Ofélia e Fernandinho.

A capa da revista Amiga de 72, mostra um pouco da beleza e do sucesso que ela fazia na época em que gogó tinha valor.

Parabéns Claudia pela interpretação belíssima no novo cd do Waldik Soriano. Sua voz só melhorou, com o passar dos anos.

CÉSAR SAMPAIO E SUAS MÚSICAS HIPER-REALISTAS. gravadoras cadê o César?




Você pode imaginar a cara do presidente Ernesto Geisel enquanto corria ao lado do senador biônico para prender uma prostituta correndo em câmera lenta na beira do cais?

Ela espera e não desespera na beira do cais / ela quer quem vier / quem trouxer / quem der mais... assim, iniciava a letra da música “Secretária da Beira do Cais” do cantor carioca César Sampaio. Morador do bairro Ilha do Governador, zona norte do Rio, iniciou a carreira bem no começo da década de 70. Ele foi um daqueles galãs do Sílvio Santos no programa Os Galãs Cantam e Dançam. O ponto alto da sua trajetória como cantor, veio com o sucesso nacional da música gravada em 1975. Não é preciso dizer o porquê de tanto sucesso em pleno regime militar com uma ode à prostituta, pois a própria letra explica o fenômeno. Em plena ditadura militar, a letra da música contava a vida de uma prostituta que lucrava com os homens de branco do cais, o dinheiro que levava para sustentar a família do interior. César era empresariado pelo midas Roberto Livi, ex-cantor da jovem guarda que fizera de Sidney Magal ídolo nacional. Outros sucessos na voz de César que disputaram primeiro lugar nas paradas foram De Repente, Uma Lágrima na Garganta e Vestida de Noiva, uma história triste da moça que se foi no dia do casamento. Músicas do LP Histórias de Amor, o segundo da carreira. Uma dica para o escritor revelação Thiago de Góes incluir nos seus contos.

A prostituta no centro da canção

Embora Odair José _que numa atitude passional, ameaçava deixar os cabarés vazios em 1973_ com Vou Tirar Você Desse Lugar, fosse o mais respeitado cantor do gênero, César não ficou pra trás. Sua letra representava a polêmica profissão, que sempre esteve atuante nos portos espalhados pelo mundo. A música Secretária da Beira do Cais foi tão executada quanto Vou Tirar Você Desse Lugar, as duas músicas fazem parte da enxurrada que fez tremer o mercado fonográfico nos anos 70, dando lucros para alguns e prejuízo para outros. Roberto Carlos viu de perto a vendagem dos seus discos despencar, enquanto a prostituta esteve no tema central das composições característica da década. Bartô Galeno também entrou na guerra e compôs com Abílio Farias Vou Fechar o Cabaré. ...chega de ser iludido/ enganado por uma mulher/ esta noite se eu ficar sozinho / eu vou fechar este cabaré... cantava impaciente enquanto a cerveja esquentava, o intérprete Abílio Farias. Os críticos não perdoavam e os sovavam com a cruel indiferença. Indignados pelo fato dos intérpretes que eles tanto exaltavam em recomendações exageradas, venderem quando muito, dez mil cópias.
César Sampaio gravou 6 LP’s, 20 compactos e 9 CD’s. No total, vendeu mais de 2 milhões de discos. Ganhou 4 discos de ouro e muitos troféus de vários programas de tevê, onde se apresentava constantemente. Nos áureos tempos da carreira, César se apresentou em importantes palcos brasileiro e em palcos de outros países, como Suíça e Chile, que lhe renderam calorosa e importante aclamação. César é compositor e dar continuidade a sua carreira fazendo shows pelo Brasil. Quando não está viajando, ele leva seu cachorro Said para se apresentar em concursos, e o esforço tem valido a pena, pois o cãozinho já abocanhou inúmeros troféus. O cantor continua morando no bairro carioca da Ilha do Governador.

17 julho 2007

UMA SIMPLES HOMENAGEM AOS LOCUTORES DE RÁDIO AM DO BRASIL




As fotos acima ilustram o painel da parada musical de 1977. Aos indispensáveis locutores de rádio, uma pequena homenagem do site. Grandes nomes do rádio ajudaram a popularizar artistas em começo de carreira. Roberto Losan, que aparece em duas fotos, foi muito importante na minha infância, quando ainda morava no Ceará e ouvia sempre pela manhã o seu program. Aonde você estiver receba esta homenagem.

LINDOMAR CASTILHO O MAIOR VENDEDOR DE DISCOS NO BRASIL NA DÉCADA DE 70

RIFOU O CORAÇÃO E SE TORNOU EMBAIXADOR DO BOLERO

Lindomar Cabral nasceu no dia 21 de janeiro de 1939 em Santa Helena, então distrito de Rio Verde, Goiás. Um dos maiores vendedores de discos do Brasil nos anos 70, o cantor e compositor Lindomar Castilho é dono de uma biografia tão intensa e dramática como boa parte dos boleros que cantou.

Transferiu-se para Goiânia, onde cursou a Faculdade de Direito. Em 1960, após ser aprovado em concurso, ingressou na Secretaria de Segurança Pública e abandonou a faculdade no 2º ano. Antes, porém, havia trabalhado como diretor do escritório da companhia Viatécnica S/A.
Sua carreira musical começou quando o compositor e então diretor artístico da gravadora Continental, Diogo Mulero, o Palmeira, da dupla Palmeira & Biá esteve em Goiânia. Na residência do compositor e escritor Bariani Ortêncio, Palmeira ouviu o ponta-esquerda do Sírio Libanês, que chegou a ser convidado para fazer um teste no Corinthians, soltando o vozeirão. Imediatamente o convidou para gravar um LP e sugeriu que adotasse o pseudônimo de Lindomar Castilho. "O nome foi mudado justamente em função de um futuro sucesso latino-americano que ele previa para mim", revelou em 1976.
No final de 1962 gravou em São Paulo seu primeiro álbum, Canções que não se esquecem, cantando 12 sucessos do cantor, compositor e ator Vicente Celestino, sua principal influência artística. Nesse ano deixou de trabalhar na Secretaria de Segurança Pública. Lindomar mudou-se para São Paulo e ingressou como Chefe de Relação Públicas da firma de colchões de molas Epeda. Gravou ainda um compacto com a música "Margarida", de Lupicínio Rodrigues.
Em 1964 lançou pela Continental Alma, coração e vida (A. Flores e Wilson Brasil), seu segundo LP, conduzido pela faixa-título e por "Somente uma flor", e fez shows pelo país em nome da Epeda.
Já desligado da Epeda, gravou em 1965 Escuta minha oração, com destaque para as faixas "Falhaste coração" e, um de seus maiores sucessos como intérprete, "Ébrio de amor" (Palmeira e Ramoncito Gomes), gravada também em espanhol e lançada na América Latina.
No ano seguinte lançou Mensagem de carinho, que revelou as canções "Inesquecível" e "Por esta mesma porta", e entre 1967 e 68, gravou três álbuns homônimos, com destaque para "Amor de pobre", "Meu coração está de luto", "Esta tarde vi chover", "Contigo aprendi", "Coração, Coração", "Porta na cara", "A chance" e "Saudade de você".
Em 1969, teve fôlego para lançar três LPs, Somos iguais, En castellano, e Canções que não se esquecem - Vol. 2, este com regravação de antigos sucessos e da última música composta por Vicente Celestino, "Minha mãe" (com Marina Ghiaroni), gravada pelo autor em Obrigado meu Brasil (RCA Victor, 1968).
Em 1970 Lindomar Castilho estreou na RCA Victor, sua nova gravadora, com um LP homônimo que trouxe, além do sucesso "Pureza", de Osmar Navarro, a autoral "Aleluia ao amor", sua primeira incursão como compositor.
Amparado por hinos como "Mamaracho" (Franco, Valdez e Mony, versão de Sebastião Ferreira da Silva) e "Coração vagabundo" (Marcos Pitter), o ilustre cidadão de Santa Helena gravou em 1973 Vou rifar meu coração, que grifou seu sucesso internacional. De acordo com o release do cantor na época, "A música ''Vou rifar meu coração'' o projetou efetivamente no cenário mundial, e só no México recebeu mais de 50 gravações. O LP gravado em espanhol lhe proporcionou sucessos em mais de 50 países". E segundo o departamento de imprensa da RCA em 1976, "O sucesso de Lindomar Castilho hoje nos países latino-americanos e no mercado latino dos Estados Unidos é uma realidade indiscutível, chegando, em alguns casos a obter índices de vendagem difíceis de serem conseguidos até por grandes astros dos próprios países, como foi o caso do México, quando do lançamento do compacto-simples Voy a rifar mi corazón (Eu vou rifar meu coração), que vendeu nada menos de 78 mil cópias só na semana de lançamento. Mais recentemente, quando foi lançado o LP Eres loca de verdad (Você é doida demais), no mercado latino dos Estados Unidos, foi necessária uma importação de álbuns do México, para reposição imediata, em função do alto número de pedidos conseguidos em todo o território americano, muitas vezes maior que os LPs que havia em estoque".
Um de seus maiores sucessos, "Você é doida demais", composto com seu parceiro mais constante, Ronaldo Adriano, conduziu o álbum Eu canto o que o povo quer, que ganhou versão para o mercado latino.
Na RCA gravou músicas de grande repercussão como "Oi sô", "Feiticeira", "O invejoso", "Minha Mãe, Minha Heroína", "Nós Somos Dois Sem-vergonha", "Camas Separadas", "Cheguei Prá Ver", "Adeus Mariana", "Rei Sem Trono", "Eu Não Sou Nenhum Bandido", "Mais Um Cigarro Fumado", "Sul Brasileiro", "O Troco", "Tema da Tarde", "Homem de Pedra" e "Eu e a Viola".
Com 10 LPs em espanhol gravados em El Salvador, Méxicos e Estados Unidos, Lindomar lançou em meados da década de 70 os micro-sulcos O incomparável - Volume II ("Três vidas, três destinos", "Carga pesada" e "Estou perdendo a cabeça por você"), O filho do povo (1976) e Chamarada (1977). Consagrado pela revista americana Billboard como o "El nuevo ídolo de las Américas", o cantor representou em 1977 o Brasil como campeão de vendas de discos no programa Coast to Coast, da televisão americana, em San Francisco, Califórnia.

UM TRISTE CAPÍTULO NA HISTÓRIA DE LINDOMAR CASTILHO

Ainda nesse ano, conheceu nos corredores da RCA, em São Paulo a cantora iniciante Eliane Aparecida de Grammont, com quem se casou no dia 10 de março de 1979, e teve uma filha, Liliane. "Antes de casar, os dois decidiram que ela não cantaria mais para se dedicar ao lar", revelou Helena de Grammont, irmã de Eliane e repórter do Fantástico, ao site Clique Music.

No dia 30 de março de 1981, no Café Belle Epoque, no Jardim América, em São Paulo, Lindomar, recordista em vendagens de discos e coroado como o Rei do Bolero, matou Eliane, de quem havia se separado havia alguns meses. Após a separação, Eliane voltou a fazer shows, e naquela noite cantava acompanhada pelo violão de Carlos Randall, seu novo namorado e primo de Lindomar. Levou cinco tiros pelas costas.
Autuado em flagrante, Lindomar Castilho foi condenado a 12 anos de prisão no dia 23 de agosto de 1984, por homicídio doloso e tentativa de homicídio (também tentou matar Randall). O caso pontuou verticalmente o movimento feminista nacional. Em 1985 foi criada em São Paulo a primeira Delegacia de Defesa da Mulher do Brasil, e em 1990, pela Prefeitura de São Paulo, a Casa Eliane de Grammont, um centro especializado no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e sexual.
Depois de cumprir doze anos de pena - seis em regime semi-aberto - Lindomar Castilho ganhou em 1996 sua liberdade. E, como ele mesmo afirma, somente retornou à carreira graças aos pedidos de sua filha. Lançou em 2000 pela Sony Music Lindomar Castilho ao vivo, gravado no Teatro Goiânia, em Goiás, e suas músicas "Eu vou rifar meu coração" e "Você é doida demais" fizeram parte da trilha sonora do filme Domésticas, dirigido por Fernando Meirelles e Nando Olival. E em 2001, "Você é doida demais" se tornou tema de abertura do seriado Os Normais, da TV Globo.

fonte: equipe do site Gafieiras

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